GÊNEROS TEXTUAIS

FOLHETO


Inspiração em Livro Didático: BURANELLO, Cristiane. Letramento e Alfabetização linguística: 1º ano. 2. ed. São Paulo: Escala Educacional, 2008.

Imagem disponível em: https://campograndesantos.wordpress.com/44-%E2%80%93-inflacaoveja-quanto-voce-pagava-por-cada-produto-em-novembro-de-2000/. Acesso em: 10/09/2015.


DIÁRIO



Disponível em: http://pt.slideshare.net/anaarmindaazevedo/ppt-tipos-texto1; http://pt.slideshare.net/jomaferreira/o-diario; http://diariodebordoprofangelyta.blogspot.com.br/2015/02/generos-textuais.html. Acesso em: 31/08/2015.
Imagens disponíveis em: http://www.malipi.com/diario2013-03/; http://www.blogdacompanhia.com.br/2013/05/um-relato-sobre-o-diario-escrito-quando-eu-tinha-nove-anos-durante-seis-meses-em-1992/; https://euqueroeviajar.wordpress.com/2011/04/16/conheca-a-casa-de-anne-frank-em-buenos-aires/. Acesso em: 31/08/2015.


ANEDOTA

anedota é uma história curta de final geralmente surpreendente e engraçado com o objetivo de causar risos ou gargalhadas (ou sensação de) no leitor ou ouvinte.

É um tipo específico de humor que, apesar de diversos estilos, possui características que a diferenciam de outras formas de comédia.

Além disso, o riso (em tese, o principal objetivo da piada) é considerado como algo saudável, pois libera endorfina (hormônio produzido no cérebro que produz sensação de bem-estar e alivia a dor), além de diminuir a pressão arterial e aliviar a tensão.

A maior parte das piadas contêm dois componentes: uma introdução genérica (por exemplo, "Um homem entra num bar…") e um final surpreendente, que entra em choque com o desenvolvimento. O nível de supresa do final se modifica de acordo com o quanto de ironia se pretende alcançar.










Disponível em: http://kerorir.blogspot.com.br/2008/11/definio-de-anedota-ou-piada.html; http://piadas.abccriancas.com/piadas-anedotas; http://criancasdetodosostempos.blogspot.com.br/2014/12/anedotas-para-criancas.html; http://www.culturamix.com/humor/anedotas-de-natal; http://so-rir.net/categoria/imagens/page/10/; http://so-rir.net/mais-rapido-a-chegar-a-casa/. Acesso em: 26/08/2015.

AUTOBIOGRAFIA

Escrever uma autobiografia é uma atividade comum requisitada por professores. Este tipo de atividade ajuda crianças a aprenderem sobre suas histórias e a esclarecer seus futuros objetivos. Entretanto, uma criança pode não saber como iniciar a escrita de sua autobiografia, então aqui vão algumas dicas para ajudá-la ao longo do caminho.


Instruções




  1. 1
    Defina para a criança o que é uma autobiografia. Crianças geralmente não conseguem diferenciar biografia de autobiografia. Explique que cada uma deve escrever sua própria história de vida e não a de outra pessoa.
  2. 2
    Leia uma autobiografia com a criança. Escolha alguma que seja apropriada para a idade dela para que a leitura não se torne entediante. Ler a autobiografia de outra pessoa vai ajudá-la a ter melhor noção de quais informações incluir no trabalho.
  3. 3
    Faça perguntas para a criança, tais como onde ela nasceu, onde vive, qual escolar frequenta e o que costuma fazer no dia a dia. Ao fazer estas perguntas você estará estimulando a imaginação da criança e ajudando-a formar ideias para a autobiografia.
  4. 4
    Conte histórias à criança sobre quando ela era um bebê e ainda rastejava. Ela vai gostar de ouvir fatos dos quais já não se lembra e isto a ajudará a reunir mais informações úteis para a autobiografia.
  5. 5
    Mostre fotos antigas da criança. As fotos podem trazer de volta recordações e estimular a criatividade.
  6. 6
    Escreva um esboço com a criança. O esboço tem dois propósitos: organizar as ideias e servir como guia no processo de escrita. Com isto, a criança guarda as ideias e não se esquece de incluir aquilo que quer em sua autobiografia.
Exemplo de Autobiografia:


Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. 

Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.

Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz.
Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. 
O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã.
Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente. 
“Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.

“Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo.”
Homenageada Malala Yousafzai | IKMRMalala nasceu em 12 de julho de 1997, em Mingora, a maior cidade do Vale do Swat, região montanhosa e tribal ao noroeste do Paquistão e próxima à fronteira com o Afeganistão. A situação geral da educação no país é de extrema precariedade e, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o país tem mais de cinco milhões de menores entre cinco e 11 anos que não frequentam a escola, sendo que duas em cada três crianças são meninas. O Paquistão ocupa o terceiro pior posto no índice mundial relativo à igualdade dos sexos no sistema educacional. Na província onde Malala vivia, Khyber Pakhtunkhwa, a taxa de analfabetismo entre as mulheres é superior a 60%.
O pai de Malala, Zia-ud-Din Yousafzai, sempre foi um defensor da educação e transmitiu esta paixão à filha. Segundo amigos, o educador e dono de uma escola mista de ensino médio costumava dizer que, se fosse assassinado por educar crianças, “não haveria forma melhor de morrer”.
Pai e filha têm uma relação especial. Era com ela que Yousafzai discutia política, enquanto os outros dois filhos iam dormir. A luta para educar a menina e manter sua escola começou em 2007, quando o Tehrik-i-Taliban (braço paquistanês do Taliban) infiltrou-se em Mingora e, a partir de então, destruiu mais de 400 escolas, baniu as mulheres da vida social, proibindo-lhes o acesso à educação, e aterrorizou a população com execuções públicas e ameaças transmitidas por rádios clandestinas.
Malala mudava o caminho para a escola todos os dias, escondia os livros sob a roupa e não usava mais o uniforme para não chamar a atenção. Em 2009, encorajada por seu pai, começou a escrever o blog “Diário de uma estudante paquistanesa” para a BBC urdu, com o pseudônimo Gul Makai, sobre as dificuldades que enfrentava no Vale do Swat sob a égide do Taliban. Sua identidade real tornou-se conhecida através do documentário produzido pelo “The New York Times” no mesmo ano, “Class Dismissed”.
Àquela altura, Malala já havia se tornado um ícone para as meninas da região por defender a educação feminina e criticar abertamente o Taliban, algo que nem os políticos paquistaneses faziam por medo. Malala ganhou prêmios e conseguiu das autoridades melhorias para as escolas da região. Em dezembro de 2011, recebeu do primeiro-ministro Yousaf Paza Gilano o Prêmio Nacional da Paz – rebatizado com seu nome, assim como o colégio onde estudava. Na cerimônia, revelou o desejo de formar um partido político para defender a educação.
Em outubro de 2012, homens armados entraram no ônibus escolar onde viajava e perguntaram por Malala. Quando uma colega de classe apontou para ela, um homem armado atirou em sua cabeça e a bala atravessou o pescoço, instalando-se no ombro. Os tiros também feriram outras meninas que estavam no ônibus. Malala foi levada para a Inglaterra, onde fez uma operação para reconstruir o crânio e restaurar a audição no Queen Elizabeth Hospital.
Recuperada, hoje mora com a família em Birmingham, onde estuda em um colégio só para meninas e seu pai já foi empregado pelo consulado paquistanês para os próximos três anos.
Desde o atentado, Malala foi homenageada com diversos prêmios e é a pessoa mais jovem a ser indicada para o Prêmio Nobel da Paz.
Durante o Women in The World Summit em abril de 2013, em mensagem de vídeo enviada da Inglaterra, Malala anunciou a primeira doação de 45.000 dólares ao fundo criado em seu nome e hospedado pela ONG Vital Choices, direcionado à construção de uma escola para 40 meninas de cinco a doze anos no Vale do Swat.
“Anunciar a primeira subvenção do Fundo Malala é o momento mais feliz da minha vida. Convido a todos a apoiarem o Fundo Malala, para que possamos passar da educação de 40 meninas à de 40 milhões de meninas”, disse a jovem.
A soma foi arrecadada com a ajuda de Angelina Jolie, da Fundação Mulheres no Mundo e da Vital Voices, a qual informou que, por razões de segurança, não irá revelar a região onde o projeto será levado adiante, nem o nome da organização responsável.
Em 12 de julho de 2013, Malala fez o primeiro discurso público desde o atentado, durante a reunião dos jovens líderes na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A data coincidiu com o seu aniversário de 16 anos e foi oficializada pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, como o “Dia Malala”, em homenagem aos seus esforços para garantir educação para todos. A jovem paquistanesa também entregou a Ban Ki-moon uma petição com quatro milhões de assinaturas que apela à ONU para que se concretize o objetivo de uma educação gratuita e universal para todas as crianças até 2015, num momento em que cerca de 57 milhões de menores em todo o mundo permanecem sem acesso à educação básica.
Disponível em: http://www.ehow.com.br/auxiliar-crianca-escrever-autobiografia-como_22173/; http://www.ikmr.org.br/malala-yousafzai-biografia/; http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13536. Acesso em: 08/06/2015.

BLOG COMO GÊNERO TEXTUAL DIGITAL


 

Blog vem da abreviação de weblog web (tecido, teia, também usado para a designar o ambiente de Internet) e log (diário de bordo). É uma ferramenta do mundo virtual que permite aos usuários colocar conteúdo na rede e interagir com outros internautas. Os blogs surgiram em agosto de 1999 com a utilização do software Blogger, da empresa do norte-americano Evan Williams. O software fora concebido como uma alternativa popular para a publicação de textos on line, uma vez que a ferramenta dispensava o conhecimento especializado em computação. A facilidade para a edição, atualização e manutenção dos textos em rede foi, e são, os principais atributos para o sucesso e a difusão dessa chamada ferramenta de auto-expressão. A ferramenta permite, ainda, a convivência de múltiplas semioses, textos escritos, imagens (fotos, desenhos, animações) e som (músicas).
                Vários blogs são pessoais, exprimem idéias ou sentimentos do autor. Outros são resultados da colaboração de um grupo de pessoas que se reúne para atualizar um mesmo blog. Alguns blogs são voltados para a diversão, outros para o trabalho (discussão de projetos e apresentação de soluções), outros, ainda, para pesquisas e há, até mesmo, os que misturam tudo.
Hoje a globalização nos coloca frente a frente com uma nova ordem mundial: a tecnocracia, que nos coloca como desafio de uma forma, no mínimo diferente, de abordar os materiais legíveis e, por conseguinte, interpretar o mundo.
Quando falamos de textos produzidos na Internet, temos que falar em hipertexto. Para Xavier, (2004, p.171) hipertexto é uma forma híbrida, dinâmica e flexível de linguagem que dialoga com outras interfaces semióticas, adiciona e acondiciona à sua superfície formas outras de textualidade.
Na escala sócio-histórica os textos são produtos da atividade de linguagem em funcionamento permanente nas formações sociais em função de seus objetivos e interesses; essas informações elaboram diferentes espécies de textos, que apresentam características relativamente estáveis: os gêneros textuais. Os gêneros de textos ficam disponíveis no intertexto como modelos indexados, para os contemporâneos e para as gerações posteriores sendo assim, o blog já se encontra indexado com valores sociais (ideológicos) que lhe são atribuídos pela sociedade onde circulam.
Para Marcuschi (2004, p.15) “fato inconteste é que a Internet e todos os gêneros a ela ligados são eventos textuais fundamentalmente baseados na escrita”. Sendo o blog  objeto de estudo deste trabalho, um gênero textual ligado àInternet e fundamentalmente baseado na escrita, devemos fazer algumas considerações: para  produzir um texto,o agente deve mobilizar suas representações sobre o contexto de ação (de linguagem) dessas representações emergem os conteúdos temáticos referentes (temas) a serem  verbalizados no texto. Segundo Bronckart (1997/2003) pode-se considerar todo gênero por três dimensões essenciais:
 1) os conteúdos que são dizíveis por meio dele (referentes); a estrutura composicional particular dos textos pertencentes ao gênero;
2) as configurações específicas das unidades de linguagem, que são traços do enunciador,
3) os conjuntos particulares de seqüências textuais e de tipos discursivos que formam sua leitura.
vários estudos já foram feitos a respeito de  e-mails, bate-papos virtuais, aulas virtuais, home-pages. Mas há, ainda, muito a ser estudado e explorado pela Lingüística Aplicada, em termos de sua influência positiva no aprendizado de nossos alunos.

Disponível em: http://www.faccar.com.br/eventos/desletras/hist/2005_g/2005/textos/013.html; http://www.dicasblogger.com.br/2013/04/saiba-como-ativar-os-comentarios-do-Google-no-blogger.html. Acesso em: 27/03/2015.


TEXTO INSTRUCIONAL




Disponível em: http://danizinhaeduca.blogspot.com.br/2014/04/generos-textuais.html. Acesso em: 05/03/2015.


TELEGRAMA



Disponível em: https://www.google.com.br/search?q=generos+textuais&es_sm=122&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=6RbVVLnzKYvIsATi44D4Bw&ved=0CAkQ_AUoAg&biw=1366&bih=667. Acesso em: 06/02/2015.

CARDÁPIO



Disponível em: http://rosangelaprendizagem.blogspot.com.br/2014/04/linguagem-escrita-generos-textuais.html. Acesso em: 11/11/2014.

HISTÓRIA EM QUADRINHOS


O gênero textual história em quadrinhos pode nos transmitir mensagens importantes por meio de uma linguagem diferente, que é a dos quadrinhos, com textos curtos (também chamados de tiras ou de tirinhas), geralmente tendo como uma de suas principais características o humor. Segue abaixo um pequeno esclarecimento acerca dos tipos de balões a serem utilizados nas falas dos quadrinhos e, em seguida, duas atividades de redação em quadrinhos. Bom trabalho!!!




Disponível em: http://solucaopedagogica.blogspot.com.br/2012/01/2-aula-da-discilpina-generos-textuais.html; http://ocantinhodosaberes.blogspot.com.br/2013/04/historia-em-quadrinhos.html; http://shirley-prazeremaprender.blogspot.com.br/2010/06/oi-olha-so-que-sugestao-bacana.html; http://praticaspedagogicasemmovimento.blogspot.com.br/2013/03/genero-historia-em-quadrinhos.html. Acesso em: 21/10/2014.

CARTÃO
   

O cartão é uma forma de enviar mensagens curtas, em ocasiões especiais ou datas comemorativas, como Natal, aniversário, Páscoa, etc, para pessoas amigas, namorado/a, pai, mãe, irmã/o ou outras pessoas que amamos! 
Um cartão deve conter
- O nome da pessoa para quem será enviado.
- Uma mensagem.
- A data de envio.
- Pode ou não conter uma imagem ligada à temática relacionada.
 Disponível em: http://www.nossaweb.org/cartao-de-aniversario-para-homem-modelos.html; http://www.mundosocial.blog.br/2012/11/cartoes-de-natal-2013-modelos-gratis.html; http://mensagensvirtuais.xpg.uol.com.br/cartao/Pascoa/Pascoa_religiosa/108; http://insightspedagogicos.blogspot.com.br/2011/02/modelos-de-generos-textuais.html. Acesso em: 05/10/2014.

BULA DE REMÉDIO


A bula de remédio por ser um gênero ainda pouco explorado em sala de aula e de grande importância na vida cotidiana das pessoas, pois, conforme dados publicados pela revista Veja (10 de janeiro, 2001, p. 71, apud CARVALHO et al, 2002, p.1). O Brasil é o quinto país do mundo em consumo de medicamentos, com uma farmácia para cada 3000 habitantes, mais que o dobro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde. O país é também campeão em mortes por intoxicação e, segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz, também citados pela revista, 30% das 80.000 mortes anuais por intoxicação têm como causa no uso indevido de medicamentos. 

Com as crianças, é possível trabalhar a organização textual das bulas, seu conteúdo (informativo), sua importância (por que precisa ser lida), o modo como atua na precaução de intoxicações por excesso de uso do medicamento, etc. É importante mostrar aos/às alunos/as os itens (subtítulos) que compõem uma bula (Informações ao paciente, Indicações, Contraindicações, Precauções, Uso durante a Gravidez ou Lactação, Interação Medicamentosa, Reações adversas, Posologia, Superdose, Tratamento, etc) e ir explicando cada um deles às crianças. É possível, ao final, como sugestão de atividade, elaborar junto aos/às alunos/as uma bula para um REMÉDIO contra a CORRUPÇÃO, por exemplo ou contra o PRECONCEITO.

Trecho do texto disponível em: http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/o-G%C3%AAnero-Textual-Bula-De-Rem%C3%A9dio/453376.html. Acesso em: 07/09/2014.


PLACAS










Observação: Esse gênero textual pode ser trabalhado de modo a trazer à tona a relação entre o que eu vejo e o que essa imagem me faz compreender. A partir daí, é possível perceber que às vezes a imagem diz por ela mesma e às vezes ela necessita de um texto para que ela se torne compreensível. Ou ainda, que a articulação de ambos os elementos seja necessária para garantir a comunicação entre o emissor da mensagem e o seu destinatário. É importante ainda dizer que nem sempre o que eu vejo é o mesmo que o outro vê. Daí a necessidade da universalização de significados, no caso das placas, para que as mesmas sejam compreensíveis em qualquer lugar e por qualquer pessoa.   


BILHETES
  







Observação: Esse gênero textual é de fácil acesso pelos alunos, ainda que muitas vezes no ambiente escolar. Por meio dele é possível trabalhar aspectos relacionados ao destino da comunicação e à eficiência ou não dessa comunicação (ou seja, se ela cumpre aquilo que pretende comunicar - se a mensagem é entendida pelo destinatário). É interessante também trabalhar a questão da ortografia. Será ela aqui tão indispensável como em outras modalidades textuais, tendo em vista a sua informalidade (no caso dos bilhetes informais - em casa, por exemplo)? Trabalhar a diferença do tipo de linguagem entre um bilhete escrito em casa e um bilhete de pais ou direção (na escola), por exemplo, para os pais dos/das alunos/as pode ser também muito rico, se explorar a necessidade de adequação do tipo de linguagem a ser adotada. A disposição do texto, o tipo de papel a ser usado (com ou sem pauta, verso do saco de pão, atrás da sacola do supermercado, etc) são outras questões interessantes de serem abordadas.



ALFABETIZANDO COM JORNAIS









Observação: O trabalho com esse gênero textual pode ser realizado junto às crianças desde a mais tenra idade, para que elas possam perceber a manusear um jornal, a aprender suas principais características, sua organização em diferentes cadernos (por temáticas diversas). Mostrar que há, em alguns jornais, um caderno voltado para as crianças, com temas que lhes interessam. Pedir que reparem também na diferença entre as Manchetes (títulos das reportagens) e textos, pois possuem letras diferentes, com tamanhos diferentes e à vezes tipos de letras diferentes também. Pedir que reparem também na função das imagens e na relação que estabelecem com os textos. Podem ainda ser desenvolvidas atividades mais direcionadas ao nome das crianças, por exemplo, como mostra a figura acima, em que cada criança, de posse da sua ficha (ou sem, caso já saiba escrever o seu nome), procure no jornal as letras do seu nome, recorte e cole em uma folha (lembrando das letras maiúsculas e minúsculas. Pode ser solicitado que identifiquem outros nomes ainda no jornal, conforme o nível em que os/as alunos/as se encontram.


Algumas dessas figuras encontram-se disponíveis em: http://emebselmatrevelim.blogspot.com.br/2012/03/atividades-desenvolvidas-pelas-criancas.html. Acesso em: 25/03/2014.

ACRÓSTICOS
  






Observação: Esse gênero textual é interessante pois mostra que a escrita tem uma convenção (da esquerda para a direita e de cima para baixo), mas que em algumas modalidades e gêneros essa convenção pode ser "burlada", refeita, para que ela tome uma outra forma. É o caso dos acrósticos, onde uma parte da escrita é feita na vertical e outra na horizontal. Isso é muito bacana, para que as crianças percebam que o importante é juntar as letras e seguir sempre essa lógica do que vem depois à direita (e depois embaixo) para a realização da escrita e da leitura. Outra característica interessante dos acrósticos é o autoconhecimento pelos/as alunos/as, uma vez que poderão descrever suas próprias características (caso seja feito o acróstico com os seus nomes) ou das características de seus/suas colegas (se feito o acróstico com os nomes de seus/suas colegas). Podem também ser feitos acrósticos com os nomes dos assuntos trabalhados em sala de aula, com os nomes dos pais/mães, com coisas que eles gostam, etc. Podem, ainda, ser feitos um "concurso de acrósticos" ou uma exposição em cartazes na sala de aula dos acrósticos feitos pelos/as alunos/as. Isso pode motivá-los ainda mais.


ROTEIROS DE VIAGENS



Observação: Esse gênero textual é interessante, pois agrupa vários elementos - letras, números, palavras, mas também horas e preços (dos passeios a serem realizados). Outro elemento interessante é a sucessão de números e horas, que cumprem a organização sequencial de uma rotina de atividades. Para que o passeio dê certo, essa sequência de atividades tem que ser seguida rigorosamente, assim como o tempo previsto para cada atividade. É importante mostrar para os alunos a diferença na grafia nos nomes dos locais a serem visitados em cada uma das cidades acima propostas, já que a primeira localiza-se em território nacional e a segunda em território americano (o que implica em alguns nomes de parques em inglês). Trabalhar a pronúncia  e o som dessas palavras com os/as alunos/as. Outra questão interessante é a disposição dos textos - o primeiro em tabela e o segundo de forma esquemática (um item abaixo do outro). Explicar que nesse gênero textual isso é bastante comum.


RECEITA DE SUCO DE FRUTAS



Ingredientes:

1/2 copo de água
2 laranjas
1 maçã picada
Morangos picados (quantidade variada)
Mamões picados (quantidade variada)
4 pedras de gelo (moídas)


Modo de Preparo:

Bater a maçã no liquidificador junto com 1/2 copo de água. Depois, misture ao suco de laranja. Misture o suco com os morangos e mamões picados, bata tudo no liquidificador. Coloque o gelo após ter batido o suco.


Observação:  Esse gênero textual é bastante interessante porque envolve elementos da matemática, como a contagem das frutas a serem colocadas na receita (1, 2, 4), introduz a ideia de fração (com a ideia de 1/2 copo de água) e também envolve  os/as alunos/as na realização na tarefa - fazer o suco e, ainda saber o que é ter uma alimentação saudável. Além disso, há a diferenciação possível entre letras e números e as duas etapas distintas do texto - a primeira onde se diz os ingredientes a serem colocados na receita e a segunda onde se diz como se prepara o suco. Há muito o que se trabalhar aqui!!!


SANTINHOS DE POLÍTICAS/OS







Observação: Esse gênero textual é bastante interessante de ser trabalhado junto às crianças, porque traz letras, números, estes transformados em códigos, palavras, frases curtas, imagens. Apresenta ainda uma relação com o gênero textual da propaganda (já que cada candidato à eleição faz de modo breve uma propaganda de si nesse "santinho"). Há vários elementos desse tipo de texto a serem explorados, dentre eles a quem eles se destinam, as mensagens neles contidas e a finalidade dessas mensagens. Falar sobre o processo eleitoral também pode ser interessante. 



PARLENDA






Observação: O trabalho com parlenda é muito interessante. As crianças trazem um repertório próprio de suas famílias e culturas sobre tipo de gênero textual. Isso pode enriquecer bastante as aulas. Uma primeira ideia seria trabalhar a reescrita de palavras com crianças ainda pré-silábicas. Para aquelas que estão na fase silábica ou alfabética, a atividade pode ser substituída pela escrita das mesmas palavras, porém com a oferta das figuras no lugar das palavras em destaque. Outras atividades podem ser propostas, mas o mais interessante seria o desenvolvimento de um projeto pedagógico com a valorização desse gênero enquanto texto cultural e não apenas com atividades isoladas. As próprias crianças poderiam contribuir com a ampliação do repertório e com a elaboração e desenvolvimento do projeto.


PASSAGEM DE ÔNIBUS








Observação: Com esse gênero textual é possível trabalhar diversas coisas - o(s) destinatário(s) do texto: primeiro o(a) passageiro que vai ler a passagem, depois o(a) motorista ou o(a) seu/sua ajudante que irá ler e conferir se os dados da passagem estão corretos. É interessante também trabalhar os múltiplos elementos do texto - letras e números (às vezes com sua função real e às vezes como códigos). Outra questão importante é como um único número ou letra muda completamente a posição que cada indivíduo irá ocupar no ônibus. Além disso, questões como o preço da passagem e a distância entre as cidades também podem ser exploradas, conforme a faixa etária dos/das alunos/as. 


PLACAS E LETREIROS







Observação: Com esse gênero textual é possível explorar várias coisas. Dentre elas a questão da transposição da oralidade na escrita, o que ocasiona possíveis "erros ortográficos", se comparados à norma padrão. É interessante também a discussão sobre a finalidade desse tipo de escrita: Para que e para quem são escritas essas placas e esses letreiros? Mesmo com esses "erros ortográficos", elas/eles cumprem suas funções comunicativas? Para que serve um texto?


RECEITA




BOLO DE FUBÁ DA VÓ MARIA


INGREDIENTES


4 ovos
2 xícaras de chá de açúcar
  2 xícaras de chá de trigo
 1 xícara de chá de fubá
 3 colheres de sopa de margarina
 1 xícara de chá de leite
4 colheres de chá de fermento


MODO DE PREPARO


1.  Bater as claras em neve, acrescentar o açúcar, continuar batendo.
2. Acrescente aos poucos as gemas, a margarina, o leite, a farinha de trigo, o fubá e continue batendo.
3. Coloque por último o fermento misturando com uma colher ou espátula.
4. Coloque a massa numa forma untada e deixe assar em forno médio pré-aquecido por aproximadamente 30 minutos.

      Observação:  Esse gênero textual nos permite trabalhar desde questões ligadas à alfabetização - com palavras de sílabas simples (FUBÁ, SOPA, NEVE) até as de sílabas complexas que o compõem (COLHERES, MARGARINA, AÇÚCAR, ESPÁTULA). Também nos permite realizar reflexões acerca do próprio texto, enquanto veículo de comunicação - Quem o escreveu? Para quem? Para que ele serve? Como as letras, palavras e frases estão neles dispostas? Com que finalidade? Essas e outras questões só enriquecem esse debate acerca desse e de outros gêneros textuais.

     Essa receita foi retirada do seguinte endereço: http://www.tudogostoso.com.br/receita/79-bolo-de-fuba-da-vo-maria.html. Acessado em: 20/02/2014.

ANÚNCIO:


 Observação : O gênero textual anúncio é rico para explorar várias dimensões da leitura, tais como: a quem se destina esse texto? Quem o escreveu? Que símbolos estão nele presentes além das letras? Por que algumas palavras ficam em destaque (letra maior) no texto? Essas e outras questões podem ser exploradas junto às crianças.


POESIA





Disponível em: http://www.google.com.br/imgres?start=170&sa=X&hl=pt-BR&biw=1280&bih=699&tbm=isch&tbnid=-rw-RCSJX0G-MM%3A&imgrefurl=http%3A%2F%2Fwww.slideshare.net%2FTatyCarla%2Fsonho-de-menino-21547274&docid=wic4IGtNh3AXOM&imgurl=http%3A%2F%2Fimage.slidesharecdn.com%2Fsonhodemenino-130520183113-phpapp01%2F95%2Fslide-1-638.jpg%253Fcb%253D1369092710&w=638&h=479&ei=TxL6UseCD83F0AGrtIHoBw&zoom=1&ved=0CJMCEIQcMFo4ZA&iact=rc&dur=608&page=7&ndsp=34. Acesso em: 11/02/2014.

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