segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

NATAL E ALFABETIZAÇÃO


As atividades sobre o Natal fazem parte do universo da alfabetização, seja por meio de atividades de completar (com letras e sílabas), caça-palavras, interpretação de texto, ligar palavras e desenhos, colorir e textos. Gostaria, assim, de compartilhar um texto sobre o Natal escrito por Vera Simão e postado por uma blogueira : 

"Acho lindo enfeitar a casa, retomando os significados dos símbolos natalinos. A árvore, por exemplo, é mais antiga do que o próprio cristianismo. Muito antes de existir o Natal, os egípcios levavam galhos verdes de palmeiras para casa, no dia mais curto do ano em dezembro, como símbolo da vitória da vida sobre a morte. E o costume de enfeitá-la, dizem, surgiu com os druidas, que decoravam velhos carvalhos com maçãs douradas para as festividades desse mesmo dia. A primeira referência a uma árvore de Natal vem do século XVI, na Alemanha, espalhando-se, mais tarde, por toda a Europa e Estados Unidos. Outro símbolo marcante dessa festa é o presépio criado quando São Francisco de Assis pediu a um artesão que criasse o primeiro cenário relembrando o nascimento de Jesus. Ele resolveu celebrar uma missa em frente ao presépio e inspirar a devoção em todos os que assistiam à cerimônia.
A mesa farta tem seu significado ligado às sociedades antigas que dispunham de poucos alimentos, principalmente a carne. Por isso, a tradição de servir peru e peixe, dividindo os alimentos entre os convidados.
Já os cartões de Natal - aqueles manuscritos cheios de emoção, que hoje infelizmente são substituídos por e-mails enviados a grupos de amigos -, tiveram início em 1849, vendidos em Londres por um artista. E os presentes, tão bem-vindos pela sociedade atual, começaram por um gesto de responsabilidade social de um homem chamado Nicolau, que colocava sacos de moedas de ouro nas chaminés dos mais necessitados.
Contei todas essas histórias para lembrar que no Natal - mais do que uma casa enfeitada, um cardápio requintado e bem-servido e a troca de presentes caros e especiais - não devemos nos esquecer dos verdadeiros simbolismos: a devoção a Jesus, a celebração da vida, a divisão do alimento, o envio de mensagens de amor e de paz e a ajuda aos necessitados. E, à meia-noite em ponto, possamos pensar em sermos ainda melhores a partir da celebração do nascimento do nosso Cristo interior" .

Disponível em: http://paocomletra.blogspot.com.br/2011/11/natal-e-alfabetizacao.htmlhttp://adoletadoabc.blogspot.com.br/2012/11/atividades-de-natal-alfabetizacao-de-1.htmlhttp://tatiana-alfabetizacao.blogspot.com.br/2008/11/natal.html. Acesso em: 08/12/2014.

Imagem disponível em: http://br.images.search.yahoo.com/images/view. Disponível em: 08/12/2014.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A REINVENÇÃO DA ALFABETIZAÇÃO


Diante do movimento de desinvenção da alfabetização, descrito por Morais (2012) como a hegemonia do discurso do letramento, em que "muitos educadores passaram a defender que não seria necessário ensinar sistematicamente", surge a necessidade da reinvenção da alfabetização. Essa reinvenção pode ser entendida como "um movimento que tenta recuperar a especificidade do processo de alfabetização" (SOARES, 2003). Segundo a autora, Precisamos "ficar de olhos abertos para saber como esse movimento está sendo feito e em que direção ele está sendo feito". Soares (2003) considera que "estamos vivendo, na área de alfabetização, um momento grave. Primeiro, por causa do fracasso que aí está, gritante, diante de nós. Não é possível continuar dessa forma. Segundo, porque estão aparecendo tentativas, em princípio muito bem-vindas, de recuperar a especificidade da alfabetização, mas é bom vermos qual caminho vão tomar". Morais (2012) propõe como reinvenção da alfabetização é a reivindicação da "necessidade de os professores terem metodologias de alfabetização que não têm nada a ver com ressuscitar os antigos métodos de alfabetização (fônicos, silábicos, etc). 

MORAIS, Artur Gomes de. Sistema de escrita alfabética. São Paulo: Melhoramentos, 2012.

SOARES, Magda. A reinvenção da alfabetização. Revista Presença Pedagógica. v.9, n.52. jul./ago., 2003. Disponível em: http://pacto.mec.gov.br/images/pdf/Formacao/a-reivencao-alfabetizacao.pdf. Acesso em: 27/11/2014.

Imagem disponível em: http://pnaicsls.blogspot.com.br/2013/06/o-que-ensinar-no-ciclo-da-alfabetizacao.html. Acesso em: 27/11/2014.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

DESENHOS ANIMADOS E 
ALFABETIZAÇÃO




Os desenhos animados são uma importante fonte de educação e de conhecimento sobre a alfabetização. Neles são disponibilizados conhecimentos sobre os números, as cores, as formas e também sobre as letras do alfabeto, as palavras. Muitas vezes isso ocorre também por meio de músicas educativas, as quais despertam a atenção e o interesse das crianças, ensinando-as. Vejo isso com as crianças com as quais convivo, as quais muito antes de iniciarem a alfabetização formal na escola já vão construindo conhecimentos relativos à alfabetização. Sendo assim, os desenhos animados as ensinam e muito, introduzindo saberes que serão depois fundamentais em suas vidas!!

Imagem disponível em: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-599383899-vetores-e-imagens-dora-aventureira-envio-gratis-imediato-_JM. Acesso em: 25/11/2014.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014


ALFABETIZAÇÃO NA 
EDUCAÇÃO INFANTIL 


Há uma grande discussão a respeito da alfabetização na Educação Infantil. Alguns pensam que "não há mal nenhum em alfabetizar as crianças nestas idades, desde que esta alfabetização tenha acontecido a partir de uma naturalidade composta pelo estímulo do professor, pela vontade e capacidade das crianças e principalmente pelo desejo do grupo". Outros entendem que "a alfabetização é um processo que começa muito antes da entrada da criança na escola". Sendo assim, a polêmica sobre ensinar ou não as crianças a ler e a escrever já na Educação Infantil tem origem em pressupostos diferentes a respeito de várias questões. Entre elas: 

■ O que é alfabetização? Alguns educadores acham que é a aquisição do sistema alfabético de escrita; outros, um processo pelo qual a pessoa se torna capaz de ler, compreender o texto e se expressar por escrito. 

■ Como se aprende a ler e escrever? Pode ser uma aprendizagem de natureza perceptual e motora ou de natureza conceitual. O ensino, no primeiro caso, pode estar baseado no reconhecimento e na cópia de letras, sílabas e palavras. No segundo, no planejamento intencional de práticas sociais mediadas pela escrita, para que as crianças delas participem e recebam informações contextualizadas. 

■ O que é a escrita? Há quem defenda ser um simples código de transcrição da fala e os que acreditam ser ela um sistema de representação da linguagem, um objeto social complexo com diferentes usos e funções.

Desse modo, se concebemos a alfabetização como "o processo pelo qual se adquire o domínio de um sistema linguístico e das habilidades de utilizá-lo para ler e escrever, ou seja, o domínio das ferramentas e o conjunto de técnicas necessárias para exercer a arte e a ciência da escrita e da leitura", é possível que ela comece na Educação Infantil. Não de modo repetitivo e enfadonho, mas como algo que faz parte do universo em que vivem.

Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/alfabetizar-educacao-infantil-pode-424823.shtmlhttp://www.editoradobrasil.com.br/educacaoinfantil/letramento_e_alfabetizacao/educacao_infantil.aspxhttp://www.direcionaleducador.com.br/curso-sequencia-didatica-na-educacao-infantil/5-alfabetizacao-na-educacao-infantil. Acesso em: 24/11/2014.

Imagem disponível em: https://catracalivre.com.br/geral/educacao-3/indicacao/alfabetizacao-infantil-e-tema-de-debate-online/. Acesso em: 24/11/2014.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

BRASIL ALFABETIZADO 


O MEC realiza, desde 2003, o Programa Brasil Alfabetizado (PBA), voltado para a alfabetização de jovens, adultos e idosos. O programa é uma porta de acesso à cidadania e o despertar do interesse pela elevação da escolaridade. O Brasil Alfabetizado é desenvolvido em todo o território nacional, com o atendimento prioritário a municípios que apresentam alta taxa de analfabetismo, sendo que 90% destes localizam-se na região Nordeste. Esses municípios recebem apoio técnico na implementação das ações do programa, visando garantir a continuidade dos estudos aos alfabetizandos. Podem aderir ao programa por meio das resoluções específicas publicadas no Diário Oficial da União, estados, municípios e o Distrito Federal. O objetivo do Programa é promover a superação do analfabetismo entre jovens com 15 anos ou mais, adultos e idosos e contribuir para a universalização do ensino fundamental no Brasil. Sua principal ação é apoiar técnica e financeiramente os projetos de alfabetização de jovens, adultos e idosos apresentados pelos estados, municípios e Distrito Federal. Para outras informações, basta acessar as secretarias de educação dos estados, municípios e Distrito Federal que aderem ao PBA por meio do Sistema Brasil Alfabetizado.

Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&id=17457&Itemid=817. Acesso em: 21/11/2014.

Imagem disponível em: http://www.interiordabahia.com.br/p_educacao/11574.html. Acesso em: 21/11/2014.


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O BRINCAR NA ALFABETIZAÇÃO


O brincar e a alfabetização parecem coisas distantes, distintas, mas nem sempre o são. Enquanto professora do 1º ano do ensino fundamental, eu considerava a brincadeira como fazendo parte das atividades propostas na alfabetização. Sendo assim, era comum chegar em minha sala e ver os/as meus/minhas alunos/as dançando, fazendo coreografias e cantando músicas, jogando jogos pedagógicos e jogos que eles/as mesmos/as inventavam, ouvindo e contando histórias. Tudo isso fazia parte do processo de alfabetização, da aprendizagem do código do alfabeto, dos sons das letras, das palavras e dos números. Tudo isso os/as encantava e os/as fazia querer estudar e aprender mais!! Quer melhor justificativa do que essa para propor esse tipo de trabalho?

Imagem disponível em: http://brasilfront.xpg.uol.com.br/o-ludico-na-aprendizagemprocesso-de-alfabetizacao-dicajogo-de-domino. Acesso em: 19/11/2014.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

OUTDOORS E ALFABETIZAÇÃO


Estava eu andando de ônibus quando, ao parar no sinal, o mesmo ficou em frente a um outdoor com uma propaganda de uma empresa de segurança que dizia: "Venha conhecer nossos produtos, para você não ter mais medo!". E uma menina que estava sentada à minha frente disse: "Olha mãe, um cartaz medroso!". E a mãe perguntou: "Medroso por que?". E a menina respondeu: "Porque lá tá escrito a palavra medo e quem tem medo é medroso". Diante do episódio acima podemos observar que essa menina traz um conhecimento de mundo a respeito do que é ter medo e também consegue decodificar a palavra medo, lendo-a no cartaz. Está aí uma leitura que se faz significativa para a criança!!

Imagem disponível em: http://cahperez.blogspot.com.br/2009_10_01_archive.html. Acesso em: 17/11/2014.

domingo, 16 de novembro de 2014

A CRIANÇA E A TV


A televisão se tornou aparelho central de socialização de muitas crianças, ganhando um espaço antes ocupado, por exemplo, pela religião, pela escola e pela família. Isso porque, entre outras razões, a televisão utiliza-se de técnicas para informar das quais outras instituições não podem fazer uso. Entre esses mecanismos, podemos destacar o uso de imagens, que simplifica os conteúdos, sendo mais convidativos que outras formas de tentar explicar o mundo. Além disso, como aponta Paraíso (2006), há nas mídias "um conjunto de estratégias e técnicas sustenta a produção e a circulação na mídia de um discurso para e sobre a educação escolar". Podemos, ainda, destacar a característica de aproximação que a televisão compreende em relação à realidade. Como instrumento que une som e imagem, parece exibir a realidade e se torna, a partir desse mecanismo, mais próxima dos interesses de crianças que outras instituições socializadoras. Outro fator relevante é que, diferentemente do cinema, a televisão “vai” à casa das crianças, está lá. Não depende, portanto, de grandes descolamentos, esforços ou compromissos. Como resultado de muitas pesquisas, descobriu-se que a criança brasileira, por exemplo, é a que mais assiste à televisão no mundo, chegando a passar mais de três horas e meia por dia diante do aparelho. Entre as consequências dessa exposição prolongada estão a aprendizagem social (que também poderia ocorrer pela observação do comportamento dos pais e de outras pessoas reais), a dessensibilização (diante, por exemplo, de cenas de violência, que podem se tornar cada vez mais admissíveis pelas crianças), o aumento do medo (causado pelas representações do mundo como lugar aterrorizante) e o abafamento da dificuldade na compreensão das contradições. Como a criança é introduzida a uma única visão dos fenômenos, ela pode deixar de questionar-se sobre a realidade à sua volta, tornando-se vulnerável a explicações inverídicas. A televisão pode ser usada como motivadora de diversas discussões que, se bem aproveitadas, aproximam a família. Questionar os filhos sobre os personagens e ações da televisão e sobre a vida real, fora das telas, pode ser uma forma de tornar a relação com o aparelho diferente, sem que ele seja empecilho da imaginação, do questionamento e da curiosidade dos pequenos.

Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/es/v27n94/a05v27n94.pdfhttp://www.brasilescola.com/psicologia/televisao-diversao-preferida-entre-garotada.htm. Acesso em: 16/11/2014.

Imagem disponível em: http://www.f5parana.com.br/?p=14117. Acesso em: 16/11/2014.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

ALFABETIZAÇÃO E LINGUAGEM


O aprendizado da linguagem é uma etapa importante no desenvolvimento das crianças. Por volta dos 21 meses de idade, a maioria das crianças consegue pronunciar 100 palavras e começará, antes dos 2 anos de idade, a combinar essas palavras para fazer frases curtas. Infelizmente, muitas crianças pequenas já apresentam atraso nesse período. Há um atraso no desenvolvimento da linguagem expressiva quando uma criança de 24 meses possui um vocabulário expressivo limitado (menos de 40-50 palavras) e ela não combina as palavras. Cerca de 8 a 12% das crianças norte-americanas em idade pré-escolar e 12% das crianças que começam a escola apresentam um atraso de linguagem. Entre elas, de 25 a 90% recebem um diagnóstico de problema de leitura (dislexia), um problema que progride e afeta de 10 a 18% de todas as crianças em idade escolar. A frequência dos problemas de linguagem e seu impacto posterior na alfabetização e nas habilidades de leitura testemunham a necessidade de intervenção precoce assim que as dificuldades de linguagem são detectadas. Para estabelecer uma boa relação entre as crianças, a professora deve promover atividades que contribuem para que haja uma boa adaptação das crianças ao ambiente escolar. Procurar sempre planejar uma semana bem acolhedora e divertida trazendo, por exemplo, brincadeiras que gerem interação e convívio em grupo. Trabalhar a oralidade, a leitura e a escrita de forma articulada é uma boa opção. Um exemplo é fixar cartazes nas paredes para que as crianças acompanhem o que for sendo vivenciado, ler palavras para que elas repitam e depois escrevam, seja coletivamente ou individualmente, bem como confeccionar para os alunos fichas com seus respectivos nomes, em letra cursiva e em letra bastão, para proporcionar o contato deles com as letras de seus nomes e da de seus colegas. Com estas fichas podem ser realizadas atividades como: identificar a ficha que contem o nome do colega, contar o numero de letras destacando a letra inicial e a final.

Disponível em: http://www.enciclopedia-crianca.com/desenvolvimento-da-linguagem-e-alfabetizacaohttp://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/LinguaPortuguesa/artigos/oralidade_leitura_escrita.pdf. Acesso em: 14/11/2014.
Imagem disponível em: http://proletramentosmedportoalegre.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html. Acesso em: 14/11/2014.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

ALFABETIZAÇÃO MATEMÁTICA


Os números estão em toda parte. Fazem parte da nossa vida assim como as letras, palavras e textos. Desde muito pequenas, as crianças convivem com os conhecimentos matemáticos no mundo em que vivem. Um exemplo disso foi o de uma menina de 4 anos que, ao ser indagada se conhecia o número 9, foi até o quarto de sua casa, buscou o controle remoto da televisão e me mostrou o número 9 no controle. A alfabetização matemática implica nessa leitura de mundo, da vida social, daquilo que a criança já sabe e traz contigo de suas experiências e também na oportunidade de apreciar novas situações e textos que lhe permita se relacionar melhor com o mundo em que vivem e consigo mesmas nesse mundo.

Disponível em: http://pt.slideshare.net/ElieneDias/alfabetizao-matemtica-33235944. Acesso em: 13/11/2014.

Imagem disponível em: http://revistaei.com.br/edicao/6/letramento/alem-da-conta-1. Acesso em: 13/11/2014.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

APELIDOS NA ALFABETIZAÇÃO


Muitas crianças recebem apelidos na escola e, além do Bullying, na hora da alfabetização, pode acontecer muita confusão na cabeça das crianças, as quais podem confundir o nome com o apelido ou mesmo desejar escrevê-lo propositalmente pelo fato de este ser menor e mais fácil. É possível verificar isso quando uma menina de quatro anos e meio diz à sua professora: "Tia, eu não vou fazer o meu nome não, vou fazer o meu pelito que é mais facim". Tais dilemas vividos por professoras como esta poderiam, assim, desencadear bons trabalhos com os apelidos na alfabetização junto às crianças, a respeito do significado social que assumem, de seus usos e funções e da diferença entre a escrita formal e informal (nome e apelido). Poderiam trabalhar com a pesquisa de apelidos de pessoas famosas e também apelidos de familiares e amigos das crianças. Um trabalho sobre o nome e sobre a importância da sua escrita complementaria faria com que entendessem melhor essa relação entre nome e apelido na alfabetização!!

Imagem disponível em: http://melanges.com.br/a-importancia-de-chamar-as-pessoas-pelos-nomes/. Acesso em: 11/11/2014.

domingo, 9 de novembro de 2014

ESCOLA É LUGAR DE ESTUDAR?


Estava eu viajando ao lado de uma médica, mãe de quatro filhos, a qual comentou que três deles não gostava muito de estudar, mas que todos estavam se encaminhando na vida e até fazendo faculdade (e indo bem!). Um deles, quando criança, havia lhe dito: "Eu adoro a escola, só não gosto de estudar!". Quando escuto isso logo penso que na escola em que esse menino estudou havia muitas outras coisas para se fazer além de estudar. Provavelmente aulas de disciplinas não convencionais como: Educação Física, Música, Teatro, etc, além de outras atividades prazerosas como: excursões, filmes, piscina, atividades culturais, desfiles, exposições, etc. Tudo isso faz da escola um lugar mais interessante e faz com que o/a aluno/a queira permanecer mais tempo nela, gostando de estar nela. É por isso que talvez esses meninos tenham conseguido persistir durante toda a escolarização nesta instituição e talvez ainda estejam até hoje cursando a faculdade - porque a escola tem algo mais para oferecer do que só o estudo!!

Imagem disponível em: http://jornalgazetadooeste.com.br/noticias-mundo/sancionada-lei-que-dificulta-fechamento-de-escolas-rurais-e-quilombolas/. Acesso em: 09/11/2014.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

CARTA NA ALFABETIZAÇÃO

  

A carta é um dos recursos utilizados nas práticas alfabetizadoras, sendo valorizada enquanto instrumento que permite o estabelecimento da comunicação entre emissor e receptor (ou seja, quem escreve e quem lê a carta). Contudo, poderíamos pensar ainda em sua capacidade de estabelecer uma troca entre ambos, uma vez que ao escrever uma carta, pressupõe-se também que se terá uma resposta a essa carta e que, portanto, esse escritor será num segundo momento um leitor de si mesmo e do outro. A carta pressupõe, assim, um ato de leitura e de releitura, agindo sobre aquele que a enviou. Ao escrever uma carta exercemos sobre nós mesmos e sobre os outros uma série de ações que vão nos constituindo enquanto sujeitos. Escrever implica, ainda, uma reciprocidade para olhar a si mesmo e ao outro e elaborar sobre ambos um exercício de exame consciencioso. É fazer aparecer o próprio rosto perto do outro.

Inspiração em: FOUCAULT, Michel. A escrita de si. In: Ditos e escritos. Volume V, 2013.

Imagens disponíveis em: http://umaesposaexpatriada.blogspot.com.br/2011/08/cartas-de-amor-para-um-pai-rc.htmlhttp://borboletices.blogspot.com.br/2007/12/amizade-lembranas.html. Acesso em: 07/11/2014.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

ALFABETIZAÇÃO E FUTEBOL


Certo dia, vi passar perto da minha rua um pai com dois filhos, um menino e uma menina, que estavam indo ao estádio de futebol para assistir a um jogo e então o menino disse: "O nosso time é o melhor do mundo, né pai?". E o pai, então, concordou. Mas a menina contestou: "Como é que você sabe que o nosso é o melhor?". E ele logo respondeu: "Não tá vendo o M aqui na minha camisa não?". Ele estava se referindo ao M do time FLAMENGO, já que estava escrito "MENGÃO" em sua camisa. Logo se vê que o menino usou um argumento que necessitou uma capacidade de articular um conhecimento das letras do alfabeto para convencer sua irmã de que o seu time era o melhor. Precisa de mais para ver articulação entre alfabetização entre alfabetização e futebol??

Imagem disponível em: http://www.futebolfcshop.com.br/produto/2090192/Camisa-Infantil-Flamengo-Skel-2013. Acesso em: 05/11/2014.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O "SABER VER" NA ALFABETIZAÇÃO


Muitas crianças deixam de aprender a ler e a escrever na fase da alfabetização porque não "sabem ver". Isso significa que algumas crianças realmente não conseguem ver por motivos reais, oftalmológicos, sendo que os problemas visuais mais frequentes são os "defeitos refractivos" (miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia, retinopatia diabética), que podem ser a causa do não-rendimento escolar de uma criança. É preciso ter atenção para tal fato porque muitas vezes julgamos a não-aprendizagem desses/as alunos/as sem nem sequer cogitarmos a possibilidade de não estarem conseguindo ver. Há como aprender sem ver, mas não se partimos do princípio de que todos/as aprendem vendo, certo? Acho que necessitamos "saber ver" muitas coisas na docência ainda...

Disponível em: http://www.spoftalmologia.pt/problemas-e-doencas-oculares/. Acesso em: 04/11/2014.

Imagem disponível em: http://www.institutoclovispaiva.com.br/dicas-de-saude/145-10-respostas-sobre-oculos-e-criancas-. Acesso em: 04/11/2014.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

ALFABETIZAR COM HISTÓRIAS...


Muitas/os professoras/es escolhem alfabetizar por meio das histórias infantis e esse costuma ser um caminho bastante recomendado pelas teorias educacionais. Terzi (1995) discute o papel da oralidade como preponderante para que a escrita se torne significativa para as crianças, principalmente as oriundas de famílias com baixo nível de escolarização. Do mesmo modo, Panozzo (2001) defende que "o primeiro contato sensível e lúdico de interação com o objeto livro, quase sempre precede a introdução da criança no espaço destinado à habilidade leitora da palavra, corresponde ao mundo letrado, ao mundo da literatura". Sendo assim, há vários trabalhos sendo feitos em salas de aula com Histórias com Imagens, Charges, Alfabetização Matemática, Poesias, Contos de Fadas, Contos Maravilhosos, dentre outros, que têm demonstrado a pertinência em se "alfabetizar com histórias". Conforme Pinheiro (2004), "a interação da criança com leitura de livros permite desenvolver-se como leitora, uma vez que ouvindo, discutindo e representando as histórias escutadas a criança consegue estabelecer relações entre a linguagem oral e as estruturas do texto escrito". 

Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/3886/000450411.pdf?sequence=1&locale=pt_BR. Acesso em: 03/11/2014.

Imagem disponível em: http://clubebatom.com.br/como-incentivar-a-crianca-a-ler.html. Acesso em: 03/11/2014.


domingo, 2 de novembro de 2014

ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA


O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa "é um compromisso formal assumido pelos governos federal, dos estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental". Esse trabalho é proposto tendo como eixo fundamental "o Sistema de Escrita Alfabética". Contudo, é preciso refletir a respeito dessa proposta de se "alfabetizar na idade certa", uma vez que a idade certa para alguns/algumas alunos/as pode ser uma e para outros/as pode ser outra. Além disso, é preciso ressaltar que alfabetizar-se é um processo e que adquirir o "Sistema de Escrita Alfabética" nem sempre é o mais importante, mas sim estar a caminho disso. O que importa é a criança estar construindo suas hipóteses de escrita, seja em que etapa do processo for. Só o fato de ela estar a caminho já significa que uma hora ela irá chegar à etapa alfabética da escrita. É claro que as intervenções pedagógicas são muito importantes, mas o que estou dizendo é que não dá para se estabelecer UMA idade CERTA para se alfabetizar, ou seja, para todas as crianças de uma turma se tornarem alfabéticas. Cada uma tem um ritmo, uma história, um tempo, uma condição. Precisamos respeitar isso!!!

Disponível em: http://pacto.mec.gov.br/component/content/article/2-uncategorised/53-entendento-o-pacto; http://bisskey.net/pnaic/pnaic-pnaic-pacto-nacional-pela-alfabetizao-na-.html. Acesso em: 02/11/2014.


sábado, 1 de novembro de 2014

ALFABETIZAR É...


É ensinar e aprender: a ler, a escrever, a ser e a compreender.

É distribuir alegria no processo de reconhecimento de letras, palavras, frases e textos. 

É ensinar a interpretar, para que as crianças saibam compreender o que foi lido e fazer uso da palavra.

É exercer a interdisciplinaridade, pois os conhecimentos não estão compartimentados na vida.

É valorizar o discurso dos alunos, explorando a criatividade e auxiliando nas expressões oral e escrita.

É ensinar a fazer uso da biblioteca como local contextualizado de leitura e de escrita.

É tornar os pais e as mães parceiros no processo de incentivação à leitura e à escrita.


Inspirado em: http://www.alobebe.com.br/revista/alfabetizar-e-ir-alem-de-ler-e-escrever.html,215. Acesso em: 01/11/2014.

Imagem disponível em: http://www.alobebe.com.br/revista/alfabetizar-e-ir-alem-de-ler-e-escrever.html,215. Acesso em: 01/11/2014.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

ALFABETIZAR DANÇANDO


Quando eu alfabetizava, fazia questão que a dança estivesse presente em minha prática alfabetizadora junto às crianças. Isso porque a dança traz alegria, traz animação, traz satisfação, mas traz também muitos ensinamentos. Lembro-me de uma música do "Foguete" que cantava com eles/elas e que ensinava não apenas a sequência numérica, como também a ordem crescente e descrescente. E eles/elas amavam, porque além de cantarem, tinham os gestos e a coreografia para seguirem! Era ótimo! Em reportagem da Revista Nova Escola (2014), se afirma que: "Dançar é uma das maneiras mais divertidas e adequadas para ensinar, na prática, todo o potencial de expressão do corpo humano. Enquanto mexem o tronco, as pernas e os braços, os alunos aprendem sobre o desenvolvimento físico. Introduzir a dança na escola equivale a um tipo de alfabetização. "É um ótimo recurso para desenvolver uma linguagem diferente da fala e da escrita, aumentar a sociabilidade do grupo e quebrar a timidez", afirma Atte Mabel Bottelli, professora da Faculdade Angel Viana e da Universidade Federal do Rio de Janeiro. E o melhor: o trabalho pode ser feito com turmas de todas as idades e de forma interdisciplinar, envolvendo as aulas de Artes e de Educação Física". 

Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/educacao-fisica/pratica-pedagogica/danca-escola-educacao-pra-la-fisica-424014.shtml. Acesso em: 28/10/2014.




domingo, 26 de outubro de 2014

LER O MUNDO NAS ELEIÇÕES



Nesse segundo turno das eleições, fui acompanhar meu tio-avô em sua sessão de votação e um menino de aproximadamente 4 anos, acompanhado do pai, ao me ver junto do meu tio-avô e cheia de adesivos na roupa, logo comentou com seu pai: "Olha lá, pai... o vovô vai votar na Dilma!!". E o pai perguntou: "Como você sabe, meu filho?". E ele respondeu: "Porque a roupa daquela menina que tá com ele tá cheia de Dilma!!!". Esse menino, provavelmente ainda não alfabetizado, conseguiu fazer uma brilhante "leitura" do mundo, do contexto, da situação. Isso é alfabetização e não apenas saber decodificar as letras e correlacionar seus sons, associando-as!!

Imagem disponível em: http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/na-troca-do-poder-silencio-para-lula-e-esperanca-em-dilma,9ac897730cbda310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html. Acesso em: 26/10/2014.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

ALUNOS DE PAPEL CREPOM???


Estava eu hoje no banheiro de uma instituição formadora de professoras/es quando escutei uma futura professora dizendo: "Aquela é a minha turma perfeita: se eu colar os alunos no teto com papel crepom eles ficam!". E continuou explicando, dizendo que eles fazem as atividades propostas (que não são só de "folhas"), etc, etc, etc. Mas fiquei refletindo sobre o que ela disse no sentido de pensar em como até admitimos que os alunos sejam diferentes, que possamos romper no tipo de atividades e propostas pedagógicas, mas que, no fundo, o que esperamos deles é a ordem e a disciplina tradicionalmente estabelecidas na Modernidade, onde todos trabalham ao mesmo tempo, de preferência tendo em vista o mesmo resultado esperado, com a mesma duração para cada atividade, no mesmo espaço (geralmente uns atrás dos outros), sem muita variação. Será que se misturarmos esses papéis (crepons) não daria uma melhor mistura???

Imagem disponível em: http://valeatacado.com.br/produtos/visualizar/471/variacao:2105. Acesso em: 23/10/2014.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

ALFABETIZAÇÃO E ELEIÇÃO


É comum observarmos nas escolas práticas de simulação com as crianças a respeito do voto, seja com cédulas em branco de papel, seja já simulando as urnas eletrônicas (em caixas de papelão ou até mesmo em computadores, notebooks e tablets). Contudo, um episódio me chamou a atenção no primeiro turno desta última eleição: uma criança foi votar junto com sua mãe e não pode se encaminhar à urna, por determinação da representante da Justiça Eleitoral. Eu, quando criança, todas as vezes que fui com a minha mãe votar, pude participar daquele momento, o que sem dúvida aguçou em mim o desejo de exercer esse "ato de cidadania". A menina em questão implorava à mesária: "Por favor, moça, deixa?". E ela dizendo: "É que eu não posso, é regra". Mas será regra para todas as sessões eleitorais as crianças não acompanharem seus pais nas cabines de voto? Podemos questionar se daqui a alguns anos teremos pessoas desejosas de votar em nosso país...

Disponível em: http://maternar.blogfolha.uol.com.br/2014/10/03/crianca-ou-bebe-pode-acompanhar-a-mae-na-urna-eleitoral-saiba-mais/. Acesso em: 22/10/2014.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

ALFABETIZAÇÃO DE BEBÊS


Muito me assusta imagens como essa em que crianças (de mais ou menos 3 anos) são levadas a se alfabetizarem desse modo tão cedo. Digo desse modo, porque a alfabetização não é apenas o gesto mecânico demonstrado acima, se a entendemos conjuntamente com o processo de letramento, onde a criança vai tomando contato com o mundo e os materiais de leitura que nele estão disponíveis "naturalmente", sem a necessidade de um processo de ensino da decodificação das letras e números nessa idade. Isso na minha opinião é um crime! Falo isso porque sempre ouço a minha afilhada dizer: "Dindinha, ainda bem que saí daquela outra escola, né?". Aí eu pergunto por que e ela responde: "Porque lá eles davam muito dever!! E eu sou criança, né?!". Pra mim isso já basta como argumento para uma infância mais livre dessas normatizações relacionadas ao processo da alfabetização formal, uma infância para brincar, para aprender brincando, com liberdade, com prazer!!!

Imagem disponível em: http://maternidadenamedidacerta.blogspot.com.br/2011/10/metodo-doman.html. Acesso em: 21/10/2014.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

LER E ESCREVER É "COISA DA ESCOLA"???


Estava eu caminhando pela rua no domingo, distraidamente, já ia atravessar a rua, quando vi, como de costume, um mendigo (de boa aparência, por sinal), colocar as mãos dentro do lixo. Mas, para minha surpresa (e acho que para a dele também!), saiu de lá de dentro um "jornal novo" (parecia até do dia), provavelmente descartado por alguém que o acabara de ler a poucas horas ou minutos. A fisionomia do senhor (já era um senhor de meia-idade) foi de satisfação! Colocou o jornal debaixo do braço e saiu andando... E a minha maior ainda de pensar que a escola é apenas um dos espaços de divulgação desses materiais (impressos ou não - digitais, por exemplo) para leitura e a escrita!! Eita satisfação que senti!!! 

Imagem disponível em: http://romulogondim.com.br/tipo-assim/. Acesso em: 20/10/2014.

sábado, 18 de outubro de 2014

LEITURA NA TELA 


A leitura na tela vem cada vez mais ganhando espaço nas práticas cotidianas, tendo em vista o uso crescente que temos feito dos computadores, tablets, notebooks, smartphones, etc. Como aponta Silva (2010, p. 177), o uso dessas ferramentas possibilita e "a comunicação e a interação entre várias pessoas, simultaneamente, através dos e-mails e salas de bate-bapo, possibilitando um deslocamento na temporalidade dos processos de produção e consumo dos textos". O fato é que precisamos reconhecer que o que muda, muitas vezes, ao se mudar uma "ferramenta" ou "suporte" de leitura é a relação que iremos estabelecer com esse texto. Conforme aponta Marcuschi apud Gonçalves (2010, p. 30), "o suporte não muda o conteúdo, mas nossa relação com ele, não só por permitir anotações, mas por manter um contato diferenciado com ele". Nesse sentido, precisamos refletir sobre alguns pontos, destacamos pela professora Rejane Dania (2014) como importantes para a "leitura na tela". Como ela aponta, uma característica do próprio "suporte" já pode ser um elemento distrator, no sentido de aumentar a capacidade do leitor perder o foco, entrando em um “emaranhado de links” que o fazem esquecer-se do texto que começou a ler. Outro problema pode ser conseguir concluir a leitura até o fim ou partir para outros textos relacionados, dependendo da capacidade de concentração e dos objetivos de quem lê. Para Rejane, também não podemos generalizar o/a leitor/a, porque a capacidade de leitura depende de uma série de variáveis, dentre elas a experiência de leitura, a diversidade de gêneros textuais que o/a leitor/a conhece, até a quantidade de suportes com os quais está familiarizado. Em relação às crianças que, desde muito cedo têm vivências no mundo digital e se apresentam mais curiosas, isso faz com que elas consigam ter um bom desempenho de leitura tanto no papel quanto na leitura em tela. É importante lembrar que, na alfabetização escolar, a aprendizagem da leitura se dá, principalmente, através do quadro negro ou da lousa na sala de aula, além da escrita e da leitura em papel impresso.

REFERÊNCIAS:

GONÇALVES, Lila Aparecida Costa. A leitura e as novas formas de ler: um breve histórico. Revista Eletrônica do Instituto de Humanidades. Número XXXIV, 2010, p. 25-32.

SILVA, Luciane Teixeira da. Ler no papel, ler na tela, ler o mundo. Artefactum. Revista de Estudos em Linguagem e Tecnologia. Ano III - nº 2, Junho, 2010.

REPORTAGEM: Leitura no papel ou na tela: a diferença está em quem lê. 25 de maio de 2014. Sessão de educação. Disponível em: http://noticias.terra.com.br/educacao/leitura-no-papel-ou-na-tela-a-diferenca-esta-em-quem-le,d5a1ea640bb26410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html. Acesso em: 18/10/2014.

Imagem disponível em: http://financasfemininas.com.br/criancas-e-tablets-como-equilibrar-o-uso/. Acesso em: 18/10/2014.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

DIA DA PROFESSORA













Após tantas imagens de professoras será que ainda conseguimos dizer que hoje é o "Dia do Professor"???? Nós que sempre fomos a maioria na história da docência, não mereceríamos um lugar de destaque no dia nos homenageia?? Não caberia destacar as várias práticas bem sucedidas que já foram desenvolvidas pelas mulheres-professoras?? Não caberia dizer que foram elas que, com muita fibra e garra, sustentaram sozinhas por muitos e muitos anos a educação básica (e de qualidade) neste país?? Foram elas as responsáveis pela formação de milhares de gerações que hoje depreciam, negam, rejeitam a escola pública para seus filhos, mas que foram alunos de ótimas professoras nas escolas públicas deste país!! São as professoras que ainda hoje educam principalmente os/as alunos/as na primeira infância, ensinam a ler e a escrever, dentre outros ensinamentos importantes para esta etapa da vida e muitas das vezes quem leva a "bola da vez" nas homenagens deste dia são "os professores". Por isso, venho aqui solicitar que comemorem, vibrem, parabenizem aquelas profissionais que muito brilham em seu trabalho pelo "DIA DAS PROFESSORAS"!!!

Imagens disponíveis em: http://romulogondim.com.br/resposta-de-uma-professora-a-revista-veja/; http://www.jogosdapolli.net/tag/professora/; http://educacaoeinformatica.wordpress.com/2011/08/11/voce-nao-pode-ser-minha-professora/; http://queroserprofessora.blogspot.com.br/2010/11/ser-professor.html; http://www.globocampinas.com.br/?cat=lbgwxqmvpowvuvcr&paged=154; http://pessoas.hsw.uol.com.br/professor-maca.htm; http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/como-saber-se-o-professor-da-certo; http://blog-pordentrodamoda.blogspot.com.br/2012/10/looks-da-professora-helena-da-novela.html; http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/ja-pensou-ser-professor-613398.shtml; http://educador.brasilescola.com/orientacoes/relacao-professor-aluno-cursos-distancia.htm; https://www.ufmg.br/ead/site/index.php/agosto/415-formacao-do-docente-da-ead-merece-ser-vista-com-mais-atencao-afirma-professora-da-ufu. Acesso em: 15/10/2014.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A ALFABETIZAÇÃO COMO 
UM "INSTANTE MÁGICO"


A alfabetização, ao meu ver, é uma grande oportunidade de nos tornar felizes! Todos os dias nos são dadas oportunidades para que isso aconteça. Para que aprendamos, para que nos tornemos melhores no processo proposto pela escola e também enquanto seres humanos. Algumas crianças são ávidas e vivem à espreita do seu "instante mágico". Aquele que irá tocá-las, fazê-las aprender mais e mais! Mas, infelizmente, não são todas que conseguem presentar atenção a esse momento e nós, adultos, ainda não aprendemos a hora e o momento certo de ajudá-las a entrar em contato com esse "instante mágico". Ainda insistimos em pensar que isso dependerá do curso do tempo, da insistência nas atividades ou exercícios ou nas correções que propusermos a elas. Errado! O "instante mágico", como diz Paulo Coelho, "pode estar escondido na hora em que enfiamos a chave na porta pela manhã no instante de silêncio após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais", mas não estão. O "instante mágico" "nos ajuda a mudar, nos faz ir em busca de nossos sonhos". Quer estímulo maior que esse para aprender a ler e a escrever: ir em busca de um sonho? E não precisa ser sonho distante não... pode ser o sonho de ler um livro sozinho (como já vi muitos de meus alunos que desejavam isso e conseguiram realizar esse sonho!!). Se o sonho às vezes parece estar "fora" de nós, como algo que ainda vai acontecer, a mágica é algo que está "dentro" de nós, que nós podemos realizar. Comece agora. Faça a sua mágica! Mude a sua vida! Crie os seus sonhos e os realize!!!

Inspiração em: http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/2012/07/31/o-instante-magico-3/. Acesso em: 14/10/2014.

Imagem disponível em: http://ultradownloads.com.br/papel-de-parede/Caixa-Magica/. Acesso em: 14/10/2014.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

POESIA E MATEMÁTICA NA ALFABETIZAÇÃO

 

Hoje vi uma menina em seu mundo encantado
Fez sorvete, sentiu o gosto gelado, viu os cubos todos quadrados.
Mas a menina não entendia uma coisa: como era que fazia para transformar cada fruta naquele lindo sorvete de frutas?
Foi quando os adultos lhe explicaram que havia a ação de uma máquina que todo o trabalho fazia, de triturar aqueles cubos de gelo e misturar cada fruta escolhida.
E então a menina admirada se pôs a fazer várias bolas de sorvete, de cores variadas: brancas, amarelas, verdes e até avermelhadas. 
A tarefa mais difícil passou a ser a de descobrir quando as frutas estavam misturadas... Aí era uma grande diversão!
Bolas de sorvete de montão e muita adivinhação!!!

Imagem disponível em: http://www.americanas.com.br/produto/7466386/mini-chef-sorveteria-long-jump. Acesso em: 09/10/2014.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

PARA QUE SERVE A ALFABETIZAÇÃO?


Hoje estive em uma loja, que é livraria, papelaria e também vende CDs, DVDs, brinquedos, para procurar um livro de Michel Foucault. Para minha felicidade, o encontrei e logo me dirigi ao caixa para efetuar o pagamento. Foi quando avistei, já da fila, uma colega de turma dos meus "tempos de colégio", em seu "1º dia de trabalho", sendo orientada por outra colega em sua função, como "Atendente de Caixa" na Livraria. Logo pensei: "O que a 'fulana' está fazendo aqui?". Isso porque imaginei que alguém como ela que estudou em um colégio particular (um dos melhores da cidade), era "boa aluna", obteve êxito no processo de alfabetização e em seu processo de escolarização (sei disso porque fui sua colega até a 8ª série), chegando até a faculdade (se não me falha a memória, ela fez o curso de Administração de Empresas na Universidade Federal de Juiz de Fora), não deveria estar ali. E então pergunto: De que serviu ela aprender a ler e a escrever, percorrer todo o seu processo de escolarização com tanto empenho se, ao final das contas, se equipara a alguém que nem cumpriu tudo isso, nem estudou em um colégio tão bom e nem fez um bom curso superior? De que estaria servindo a alfabetização? Apenas para ensinar a ler e a escrever? Apenas para garantir um posto de trabalho unificado para aqueles que são alunos fracos, medianos e ótimos? Ou será que podemos investir em uma formação mais ampla que envolva habilidades que garantam a esse/a aluno/a tanto a ter uma formação mais humana quanto a obter no futuro um diferencial que lhe permita ocupar funções que reconheçam suas capacidades amplas de atuação como profissional e como ser humano?

Imagem disponível em: http://blogs.odiario.com/odiarionaescola/2012/11/14/dia-nacional-da-alfabetizacao/. Acesso em: 08/10/2014.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

ALFABETIZAR LETRANDO É POSSÍVEL?


Quando ouço alguém dizendo que é importante ou desejável alfabetizar letrando, algo me vem à cabeça: se alfabetizar remete ao processo de aprendizagem do código da língua escrita e se o processo de letramento envolve todas as demais aprendizagens implicadas nesse ato de aprendizagem relativas à comunicação e à interação com a nossa língua, então estamos aprendendo isso desde que nascemos e não precisamos de um/a profissional (no caso o/a professor/a) que nos ensine a ser "letrados". Fazemos isso naturalmente, convivendo com o código linguístico, em suas mais diversas formas de apresentação (gêneros textuais diversos), disponível para todos/as. Isso vai se efetivando na medida em que a criança vai tomando contato com esses diversos materiais em sua vida cotidiana, desde suportes como letreiros, placas, panfletos, os quais disponibilizam tanto letras quanto números e palavras (ainda enquanto códigos indecifráveis), mas já entendidos por ela enquanto códigos social e culturalmente construídos, até registros mais elaborados do ponto de vista da escrita de um texto, como bilhetes escritos em sua própria casa, propagandas, jornais, revistas, livros impressos e as mais diversas tecnologias digitais disponíveis hoje (computador, notebook, tablet, smartphone, etc). Diante de tudo isso, é impossível afirmar que as nossas crianças chegam à escola aos 6 anos (e mesmo agora com a proposta de chegarem aos 4 anos) para serem alfabetizadas letrando. Essas crianças já vêm sendo letradas e também algumas já iniciaram o processo de alfabetização. Apenas darão continuidade nesse processo... 

Imagem disponível em: http://wwwmdtbletramento.blogspot.com.br/. Acesso em: 07/10/2014.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

AS CRIANÇAS APRENDEM O QUE PODEM APRENDER E NÃO 
O QUE TENTAMOS ENSINÁ-LAS!!




Dia das Crianças se aproximando e fui eu tentar presentear a minha afilhada de quase 5 anos de idade... 1ª tentativa de presente: uma tela na cor branca cheia de furinhos, com a cara do Mickey/Minnie (pois não tinha rosto), embora a embalagem sugerisse que fosse do Mickey (talvez pelas cores do brinquedo). Havia nessa tela várias bolinhas coloridas enfiadas, as quais preenchiam aleatoriamente esse rosto. Expliquei, então, com a minha ânsia de professora, que naquele espaço ela poderia fazer desenhos, escrever a letra do nome dela (que eu sei que ela sabe fazer), outras letras, números e outras coisas que ela quisesse... Ela imediatamente começou a colocar as bolinhas na tela. E logo que acumulou algumas bolinhas, perguntei: "Essa é a letra do seu nome?". E ela respondeu: "Não, dindinha, é uma flor". E continuou preenchendo o espaço da tela todinha, até o fim, como que com pressa de me mostrar o resultado. E eu fui dizendo que estava muito bonito, sem agora perguntar o que estava fazendo. Ao final, perguntei: "O que você fez aqui?". E ela respondeu: "Eu fiz a cara do Mickey!". 

Com isso, é possível perceber que algumas vezes o que solicitamos das crianças é algo acima de suas possibilidades naquele momento. Isso não significa que ela não poderá aprender o solicitado em outro momento ou em um contexto diferente. Ou até mesmo, como no caso acima, que já tenha até aprendido o conteúdo ensinado, mas que nesse momento não possa ou não queira acessá-lo por estar envolvida em um outro tipo de aprendizado mais envolvente ou mais interessante. Além disso, cabe ressaltar que a nossa cultura exerce grande poder sobre aquilo que iremos aprender, tanto sobre a seleção de conteúdos quanto sobre o modo como iremos ter acesso a esses conteúdos. Reconhecendo isso nos tornamos mais capazes de rever nossas ações quando uma criança nos afirma, por exemplo, que aquela é a cara do Mickey e não da Minnie, podendo discutir com ela o por que a identificamos assim tão facilmente, ao invés de criar ali o que queremos e desejamos. Essa é a potência da educação. Essa é a possibilidade de quem conhece e deseja modificar a educação a partir da diferença!

Imagem disponível em: http://fazendoaminhafesta.com.br/category/moldes-decorados-bebes. Acesso em: 06/10/2014.

sábado, 4 de outubro de 2014

O QUE É UM G E O QUE É UM G NUMA BOLSINHA CHEIA DE NOMES?

Estava eu viajando e uma criança de aproximadamente 4 anos se aproximou e disse: 
_ Oi, moça! Eu respondi: _ Oi!
E ela continuou: O que você tá fazendo?
Eu disse: _ Estou lendo. Você gosta de ler histórias?
Ela balançou a cabeça dizendo que sim.
Eu então continuei: _ Essa história é muito interessante, é de uma menina que engolia estrelas e tudo o que tinha no céu: lua, sol e até a chuva. Você já imaginou isso? Legal, né?
E ela concordou que sim.
Ela então olhou para a minha bolsa e disse: _ Nossa, a sua bolsinha é cheia de nomes, né?! E eu concordei que sim.
Ela então perguntou: _ Qual é a sua letrinha aí?
E eu respondi: _ A minha é essa (apontei e disse): a letra G. 
A menina então disse que a dela era a letra E, de Elisa. E mostrou com as mãos e os dedos como fazia a letra E.
Em seguida, pediu que eu fizesse a letra G com as mãos.
Eu fiz a letra G com as mãos e ela concluiu: _ É como uma bolinha! 
E eu completei: É uma meia bolinha, com um tracinho pra dentro...
Mas ela foi logo contar para o pai, a mãe e a irmã, que estavam nos bancos de trás do ônibus: _ Ela é a Gabriela e a letra dela é a G, igual a uma bolinha. E ela tem uma bolsinha cheia de nomes! 

Quer melhor aula de alfabetização do que essa??? Com significação para a/o aluna/o e contextualização do objeto aprendido???

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

ESCREVER É COMO ENCHER O VAZIO...



Certo dia um menino descobriu, como contava Manoel de Barros,  que "escrever seria o mesmo que carregar água na peneira". Isso porque, para ele, escrever remetia ao vazio. Não a um vazio da ausência, da falta de alguma coisa, mas a um vazio da possibilidade, do poder tudo construir, criar. Com isso, o menino "viu que era capaz de ser noviça, monge ou mendigo ao mesmo tempo". Assim, a escrita, por meio das histórias, vão criando possibilidades para muitos meninos (e meninas também!). E vão fazendo desse movimento, que é escrever - e ler - um constante preenchimento de vazios impreenchíveis!! E não seria esse o maior encantamento da leitura e da escrita? O de poder sempre continuar lendo e escrevendo, sempre de modos distintos e infinitamente poder ler e escrever, sem nunca ser igualzinho? Daí talvez o prazer em carregar a água na peneira do menino... Quando ele aprendeu a ler e escrever, "viu que podia fazer peraltagens com as palavras". Assim, então a escrita passou a ser uma forma de "encher os vazios" com essas peraltagens!!

Imagem disponível em: http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=770. Acesso em: 03/10/2014.