sexta-feira, 4 de maio de 2018

Depoimento de uma ex aluna da Viver 

Escola Waldorf de Bauru

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Hoje é um dia especial para mim, é o aniversário da escola Viver!

Bom, como aluna Waldorf, tenho a dizer que essa escola fez a grande diferença na minha vida. A pedagogia Waldorf forma pessoas livres e conscientes de seus talentos, nos ensinando a amar a natureza e o ser humano exatamente como ele é.. sem rótulos ou preconceitos.

A diferença da pedagogia, na minha opinião, é que ela nos ensina a trabalhar com as emoções, a arte, a música, a natureza, o teatro e a literatura, nos trazendo a verdadeira consciência interior que habita na alma do ser humano.

Cada experiência, cada momento do nosso dia, é preciso arrancar do baú algo que nos equilibre e nos torne pessoas emocionalmente inteligentes e atuantes. Pois, só quem realmente se conhece pode reconhecer-se no outro. O mundo necessita de pessoas emocionalmente inteligentes que se amem, que se respeitem e amem o mundo onde vivem. Para mim, amar é cuidar, é zelar, orar, preservar, compartilhar algo que seja bom para todos. Pois no palco da vida é preciso conseguir adicionar boas emoções às experiências vividas para nos tornarmos eternos perante a divindade.

Pois até hoje sei que preciso derrotar o dragão, dia a dia e preciso da ajuda de São Michael. Que outra escola me ensinaria o segredo da felicidade com tanta simplicidade e sabedoria? Que outra escola me ensinaria que vitorioso é aquele que vence a si próprio (o dragão) ao invés de declarar guerra ao mundo?

O caminho da consciência é sem dúvidas o mais difícil mas, na minha opinião, perder-se de vez em quando é necessário, pois só assim temos a felicidade de nos encontrar e caminhar com fé, paz e esperança.

Para pessoas especiais, professores especiais, pais especiais e alunos especiais que se encontraram se reconheceram e se entrelaçaram e que, juntos, constroem caminhos a pequenos passos....Salve! Escola Viver

Obs: Obrigada amada professora Cláudia que me ensinou a dar o melhor de mim em tudo o que eu fazia e que me ensinou que a perfeição é algo divino mas nós como seres humanos deveríamos trabalhar nossos talentos para sentirmos completos e realizados na vida!

Obrigada Dolores pela fidelidade e amor a escola....

Obrigada Mané, poeta cultivador de flores....

Obrigada Tia Lu pela educação e carinho....

Obrigada alunos queridos companheiros de jornada.....

Obrigada jardineiras cultivadoras de pequenas flores encantadas......

Enfim, obrigada a todos que fazem ou já fizeram parte desse educandário de almas e revelador de talentos que é a Escola Viver.....

Lorrine Puga (formada pela primeira turma da Escola Viver)

Disponível em: http://ensinowaldorf.blogspot.com.br/2012/04/depoimento-de-uma-ex-aluna-da-viver.html. Acesso em: 04/05/2018.
Imagem disponível em: http://www.escolawaldorfacalanto.com.br/institucional/construcao-predio-ensino-fundamental/attachment/construcao-predio-ensino-fundamental-5/. Acesso em: 04/05/2018.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

A DIFERENÇA ENTRE OS MODELOS DE INTEGRAÇÃO E DE INCLUSÃO



Disponível em: https://www.deficienteciente.com.br/conheca-diferenca-conceitual-entre.html. Acesso em: 14/09/2017.

Imagens disponível em: http://esclerosemultiplaeeu.blogspot.com.br/2016/08/. Acesso em: 14/09/2017.


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

UM APELO A SEI LÁ QUEM PELO MAL(BEM) DITO XEROX!!!

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Sei que muitos já vão logo pensar que estou ficando louca de defender o mal(bem)dito xerox! Quem diria... Eu, doutora em educação, fazendo isso! Pois é exatamente isso que eu vou fazer! Estava cá eu preparando as minhas aulas para uma turma (de faculdade) e pensei: "Se quero sair da mesmice (e sair da mesmice nesse caso é dar aulas sem datashow, sair do modelo tradicional de transmissão de conhecimento, aquele em que a professora fala e o/a aluno/a simplesmente escuta), preciso levar um material diferente. Preciso levar textos para ler com os alunos, preciso fazer perguntas pra eles, preciso provocar discussões a partir desses textos, preciso colocar eles para produzir algo a partir desses textos, preciso que eles organizem o conhecimento e não apenas eu...". Pois bem! Comecei a me mexer! Peguei um texto daqui (na internet, um vídeo dali, comprei cartolina, canetinha, durex, barbante). Digitei trechos de livros, fui elaborando perguntas, montando dinâmicas diferentes... Quando me dei conta, já estava imprimindo um milhão de cópias na minha impressora. E repito: na minha impressora! Porque é assim: Nenhuma escola, nenhuma faculdade banca material de consumo nesse nível para o professor (aliás, não banca quase nada; quando muito, imprimem a prova semestral - e reclamando!). Isso significa que fazer esse tipo de trabalho custa caro e vai da "boa vontade", do "interesse" e da "disponibilidade" de cada professor. No meu caso, eu adquiri uma EPSON L375 jato de tinta há algum tempo (e foi a melhor coisa que já fiz na vida! Super recomendo!). Ainda assim gostaria de frisar que o uso do xerox NÃO É sinônimo de uma prática reprodutivista ou tradicional. O uso do xerox é, muitas vezes, o que possibilita romper com esse tipo de prática (como acontece geralmente no ensino superior, conforme relatei aqui). Na alfabetização não acredito ser muito diferente, se você tem opções, você leva outros textos, outros gêneros, outros jogos, outras opções para os/as alunos/as (e isso é sempre melhor do que só o livro didático ou só o que tem na própria escola. Por isso, não condenem de imediato o xerox! Ao contrário, ajudem a lutar por melhores condições de trabalho docente nas escolas!

Imagem disponível em: http://biblioufcspa.blogspot.com.br/2012/03/. Acesso em: 17. ago. 2017.




sexta-feira, 14 de julho de 2017

APLICATIVOS DE CELULAR QUE PODEM AJUDAR NA ALFABETIZAÇÃO

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Jogos, brinquedos e brincadeiras são parte do processo de aprendizagem ao longo de toda a infância. Desafiam, despertam a curiosidade e ajudam a estabelecer a relação entre o indivíduo e o mundo. Com o processo de alfabetização não é diferente: eles podem ser uma ferramenta importante para a introdução ao universo das letras.
Para um nativo digital, familiarizado com recursos tecnológicos desde cedo, é natural brincar e jogar videogames, celulares e tablets. E, se tudo isso é parte do cotidiano da criança, não há porque não usar também no caminho que leva à leitura e à escrita.
“Existem aplicativos e programas que contam histórias e ensinam a identificar imagens, letras e palavras”, exemplifica Carlos Querido, coordenador de Tecnologia Educacional do Colégio Nossa Senhora do Morumbi (SP). Ele acredita que vale a pena apostar em recursos tecnológicos, tanto na escola como em casa – embora o uso nesses dois ambientes se dê de maneira diferente. “Na escola, o uso é pedagógico e há o convívio com os colegas. Já em casa, os pais devem ficar atentos à passividade. Deixar a criança jogando sozinha esvazia o sentido da atividade”, afirma. Sem falar que, sozinha, a tecnologia não garante aprendizagem nenhuma.
O mais importante, segundo Querido, é que os pais consigam organizar a rotina e ter um tempo disponível para interagir com o filho na hora de usar o tablet ou smartphone. Ele lembra que a questão da oralidade também é fundamental para a alfabetização, o que reforça a importância da mediação do adulto. Outra orientação é não dar à brincadeira o caráter de obrigatoriedade. Apresente ao seu filho o jogo ou atividade e certifique-se de que ele demonstra interesse. De outra forma, a brincadeira perde a graça e não há nada para aprender com ela.
Com uma capacidade tecnológica que possibilita a mescla de recursos auditivos e visuais, os dispositivos móveis são ótimos suportes para as crianças desde o início de sua caminhada educacional. A importância desses equipamentos na alfabetização infantil se dá principalmente por seu poder de promover o estímulo em crianças de todas as idades. Afinal, são ao mesmo tempo jogo, lousa, caderno e biblioteca! Já pensou que, com recursos tecnológicos que dão vida às historinhas (com sons, imagens em movimento e ações interativas), os livros para tablet se tornam automaticamente muito mais interessantes?

Sugestões de aplicativos para seus filhos

Escolhemos alguns dos melhores aplicativos para a alfabetização infantil e vamos explicar direitinho os motivos para você apresentá-los a seus filhos. Veja só:

ABC do Bita

O ABC do Bita é um abecedário interativo que, com seus joguinhos, estimula o raciocínio lógico das crianças e trabalha a coordenação motora. A proposta do aplicativo é um novo jogo a cada letra. Com visual bem colorido e lúdico, a criança aprenderá com o macaco que balança, com milhos que viram pipoca e com o helicóptero que voa, tudo com uma trilha sonora cativante e locução profissional em português. Ele está disponível tanto para Android como para iOS.

Animal Sound Box

Aplicativo ótimo para entretenimento dos pequenos, o Animal Sound Box reproduz o som de diversos animais com perfeição. Além de mostrar uma simpática ilustração do respectivo bicho, quando a criança toca no desenho surge a foto real do animal. Vale a pena conferir, pois as crianças menores adoram! Está disponível na loja de aplicativos do Windows.

Cocoricó

Famosa na TV Cultura, a Turma do Cocoricó traz muita diversão para os pequenos com um joguinho de pega-pega que é excelente para desenvolver a coordenação motora. Ambientado em uma fazenda, de forma bem lúdica e simples, o jogo traz os personagens abordando situações do mundo real, ao mesmo tempo introduzindo conceitos de convivência e noções de matérias escolares. Essa turminha está disponível tanto para Android como para iOS.

Colorama

Simulando um livro de desenhos para colorir, o Colorama promete entretenimento de sobra para as crianças! São centenas de figuras para pintar apenas com o toque, trabalhando a coordenação motora. Por meio do aplicativo, você ainda pode compartilhar as obras de arte de seus filhos no Facebook e até imprimir os desenhos para os pequenos guardarem e mostrarem aos amiguinhos. Está disponível para o sistema iOS.

Galinha Pintadinha Paint Book

Um verdadeiro livro de colorir de um dos personagens mais queridos do público infantil. Mas o app vai muito além de apenas colorir, viu? Com ele, seu filho aprenderá sobre letras e números enquanto escutas sons. Com interface intuitiva, as crianças poderão colorir as letras e os números com diferentes ferramentas, podendo inclusive alterar cores. Aumentam assim sua habilidade motora e sua percepção do alfabeto. Está disponível para Android.

Matrix Game

Com opções segmentadas para idades a partir de 4 anos, o Matrix Game é um jogo que estimula as habilidades de percepção visual, atenção, concentração e orientação espacial. A proposta da empresa é fazer as crianças brincarem, explorando, experimentando e aprendendo, com desafios coerentes à sua faixa etária. Disponível para iOS.

PalmaKids

Criado pelo Programa de Alfabetização na Língua Materna, o Palmakids é recomendado para crianças em processo de alfabetização infantil tanto na língua portuguesa como na língua inglesa, ajudando na educação bilíngue. Ao desenvolver as memórias auditiva e visual, o joguinho lúdico e autoexplicativo propõe que as crianças conquistem a Galáxia do Alfabeto e deixem os planetas felizes ao salvar cada uma das letras. Você encontra o app tanto para Android como para iOS.

Pampers Premium Care

Focado nos mais pequeninos, o Pampers Premium Care é um aplicativo para estimular os bebês a exercitarem seus sentidos na fase da descoberta das cores, dos movimentos e das palavras. Contando com 6 áreas de atividades diversas e cores bem vivas, o app realmente prende a atenção das crianças menores. Está disponível tanto para Android como para iOS.

Jogo das Palavras

Com um funcionamento extremamente didático, o Jogo das Palavras é apresentado como a forma mais divertida de aprender a ler e a escrever. No joguinho, mostra-se uma imagem, disponibilizando as letras que formam a palavra correspondente. Com isso, a criança é estimulada a organizar as letras da forma correta. No momento, o app está disponível apenas para iOS.

ABC do Bita 
Desenvolvido pela editora de conteúdo infantil digital Mr. Plot, o aplicativo em português ajuda os pequenos que estão no início da alfabetização a aprender o abecedário por meio da interação com objetos e sua letra correspondente. A criança pode, por exemplo, fazer os milhos virarem pipoca, o helicópero voar e a bola pular enquanto aprende as letras. Por meio de uma navegação intuitiva, o app também estimula o raciocínio lógico e a coordenação motora. Disponível de graça para Android, iPad e iPhone.

CPqD Primeiras Palavras 
Na medida em que interage com o aplicativo, a criança vai aprendendo o alfabeto e a formar palavras e até frases. O app oferece quatro atividades diferentes, que permitem ouvir a pronúncia de letras e palavras, completar palavras com vogais ou consoantes, ordenar as sílabas e dispor as palavras para formar uma frase. Os recursos de voz do aplicativo, que se aproximam da fala natural, são os mesmos utilizados em aplicações na área de acessibilidade. Disponível apenas na loja da Apple, a US$ 0,99.

Tracing ABC 
Disponível em inglês e em espanhol, para Android e iPhone, o aplicativo está disponível de graça em inglês e em espanhol. Por meio do aplicativo, crianças podem treinar a caligrafia de letras maiúsculas e minúsculas, números, formas e palavras completas. Apesar de não ser estar em português, o app proporciona navegação intuitiva e é dividido nos modos Easy e Hard ("fácil" e "difícil", em português). No modo difícil, se o dedo do pequeno não segue a linha exata do giz, a linha ficará vermelha.

Soletrando Lite 
Fazer compras em um supermercado virtual e, ao mesmo tempo, aprender o alfabeto é a proposta do aplicativo, que pretende atender crianças a partir dos 3 anos. Elas podem conhecer alimentos e aprender de forma lúdica como escrevê-los e soletrá-los. Na versão 1.2, o usuário pode escolher o nível de dificuldade. No grau mais difícil, as letras que compõem as palavras dos objetos não aparecem nos moldes. O app é gratuito e pode ser encontrado na iTunes Store.

Kids Alphabet Game 
O aplicativo é um jogo de quebra-cabeça que mistura peças com letras e figuras. Há um quebra-cabeça diferente para cada letra. Voltado para os pequenos que ainda não entraram na escola, mas já começam a aprender o alfabeto, o jogo ajuda a manter a concentração e a desenvolver o raciocínio lógico. Um hipopótamo também ajuda a criança a pronunciar as palavras que aprende. Disponível de graça para Android, iPhone e iPad.

Disponível em: http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Escola/noticia/2016/03/alfabetizacao-aplicativos-de-celular-e-tablets-ajudam-no-processo.htmlhttp://novosalunos.com.br/9-aplicativos-que-ajudam-na-alfabetizacao-infantil/https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/mulher/vida-de-mae/na-tela-aplicativos-facilitam-a-alfabetizacao-dos-pequenos,1c3d6e8a9d78c310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html. Acesso em: 14/07/2017.

Imagem disponível em: https://www.ivoluntarios.org.br/pages/2611-aplicativo-de-celular-ajuda-a-denunciar-abusos-contra-criancas-e-adolescentes. Acesso em: 14/07/2017.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

QUANDO MEU/MINHA FILHO/A 
VAI LER E ESCREVER?

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"A alfabetização é como começar a andar: quando vemos um grupo de crianças andando, você não sabe quem andou primeiro. Ler é o mesmo: uns começaram em março, outros em outubro, outros em novembro. Mas quando todos leem, você não sabe quem leu primeiro!”, diz a psicopedagoga Renata Aguillar.

Quando lemos a frase da psicopedagoga, parece simples compreender o processo de alfabetização.

Sabemos que a aprendizagem é diferente para cada criança e o tempo para aquisição da leitura e da escrita não é o mesmo para todos, mas recorrentemente a angústia e/ou ansiedade dos pais se traduz na seguinte pergunta: “quando o meu filho vai ler?” Às vezes, a pergunta transforma-se em um pedido de socorro: “quero que me ajude, pois meu filho não lê e conheço alunos da sala dele que já estão lendo há dois meses! Preocupações compreensíveis e muito comuns.”

É importante que compreendam que existem cinco níveis de alfabetização e a criança está em constante evolução. Quando introduzido no mundo das letras, o aluno não estabelece vínculo entre fala e escrita. Ele usa números e letras na mesma palavra e/ou a representa através de desenhos. Posteriormente, a criança percebe que existe alguma relação entre pronúncia e a escrita, desvinculando a escrita das imagens e os números das letras. Supõe que a escrita representa a fala e, aos poucos, começa a combinar vogais e consoantes na mesma palavra, tornando a leitura sociável, como no exemplo a seguir: CAL que corresponde a CAVALO.

Um dos objetivos do 1º ano é que a criança aprenda a ler e escrever, ou seja, que alcance o nível alfabético e isso acontece quando há a compreensão do modo da construção do código da escrita. O aluno entende que existem letras e que estas representam palavras... Há as consoantes, as vogais e, quando combinadas, se transformam em palavras diferentes e as uniões dessas palavras formam uma frase.

Portanto, no 1º ano, o aluno lê e consegue representar o que leu através da escrita, mas vale ressaltar que esse é um processo construído durante todo o ano letivo.

A escrita, por sua vez, é acompanhada de omissão de vogais ou consoantes, principalmente em palavras mais complexas, como na seguinte frase: “O MENINO VIROL UM LOBO E SEUS AMIGOS SAIU CORREDO”. Percebam que a criança troca o “U” pelo “L”, não escreve o “N” na palavra correNdo e não consegue conjugar o verbo “sair” de forma correta.

A troca de letras também é comum em palavras que possuem sons parecidos, como “CAZA” (casa) e “REZOLVEU” (resolveu).

Todas as trocas e omissões de palavras são normais nessa fase e não caracterizam problema de aprendizagem. Comumente, é no 2º ano que os erros ortográficos diminuem. Diminuirão, o que não significa que desaparecerão!

Com relação ao tempo de aprendizagem de cada criança, a escola está preparada para intervir nos diferentes níveis de alfabetização. Caso seja diagnosticada alguma situação que caracterize déficit ou que precise de mais atenção, os responsáveis serão orientados.

Espero que o texto tenha esclarecido alguns pontos do processo de alfabetização.

Exponham suas dúvidas! Quanto menos ansiosos estiverem com relação ao momento em que seu (sua) filho (a) irá ler e escrever, maior será a possibilidade de serem facilitadores do processo ensino-aprendizagem.

Texto escrito pela Professora Samara Moraes - Turma: 1º ano B

Disponível em: http://altograu.blogspot.com.br/2012/02/texto-sobre-alfabetizacao-para-reuniao.html. Acesso em: 28 jun. 2017.

Imagem disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/1979/alfabetizacao-leitura-e-escrita-em-sala-multisseriada. Acesso em: 28 jun. 2017.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

UMA VEZ ALFABETIZADORA, 
SEMPRE ALFABETIZADORA...

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O hábito de colecionar cadernos, de ter sempre à mão um estojo com todos os materiais escolares necessários à prática corriqueira uma professora e poder emprestar a qualquer pessoa a tempo e a hora tudo aquilo que precisarem (porque você tem), continua gerando um bem estar imenso e uma sensação de que você ainda não deixou de ser professora alfabetizadora.

Ver livros infantis e materiais impressos por toda parte e ter o desejo de mostrar às crianças com as quais convive (filhos/as, vizinhos/as, sobrinhos/as) apenas para ter o gosto de perguntar: "Quem escreveu isso?", "Para quem escreveu?", "Qual é a diferença desse texto para aquele outro?". Perguntas essas que ninguém mais faria...

E presentear a todas as crianças que você conhece com um milhão de livros!!! Porque parece que "SÓ VOCÊ NO MUNDO" sabe que LER (livros) É IMPORTANTE!!!

Chegar em casa do trabalho e acompanhar os/as filhos/as nas tarefas escolares (ou deveres de casa) e não achar "o máximo" eles/as ficarem copiando "as famílias silábicas" todo dia. E pior: seguindo a ordem alfabética, apenas "pulando" as vogais, sem nenhuma reflexão fonológica.

Perceber que sua capacidade de dar carinho transcende a relação afetiva entre mãe e filhos/as, mas implica em doar afeto a praticamente todas as crianças com as quais você encontrar ou que cruzarem o seu caminho (sejam elas seus/suas alunos/as ou não). Isso é ótimo! Aumenta a nossa potência de vida!

Poder rever, pelas redes sociais, colegas de trabalho que continuam realizando suas tarefas como alfabetizadoras e poder sentir-se um pouco parte do que elas/es realizam, já que um dia fez exatamente parte disso que estão realizando agora. Ver (Curtir) suas experiências acaba sendo um modo de vivenciá-las também!

Ser alfabetizadora não é, pois, apenas ensinar crianças a ler e a escrever objetivamente. É um modo de colocar-se no mundo em relação às crianças, aos adultos e a nós mesmas/os. Um brinde a nós que fomos, somos e seremos eternamente alfabetizadoras!

Disponível em: http://blog.maxieduca.com.br/educador-alfabetizacao-letramento/. Acesso em: 22. jun. 2017.